Seguindo com a expedição, saímos de Novo Acordo para Palmas felizes pela buraqueira ter acabado. Chegamos em Palmas no primeiro dia do ano, o que nos fez encontrar a cidade praticamente abandonada. Como esta é uma cidade relativamente recente (sua fundação ocorreu em 1989), todos moradores da cidade vêm de outro lugares. Isto faz com que em feriados, eles viagem para ver os familiares/amigos em outros lugares, deixando a cidade morta. Uma coisa que me impressionou bastante foi o calor. Palmas é, definitivamente, a cidade mais quente que já estive em toda minha vida. O termômetro marcava 24°C, mas a sensação térmica era de 45°C. Assim como Brasília, Palmas é uma cidade planejada, o que faz com que ela tenha nomes de rua com letras e números, o que não facilita em nada a navegação.
Chegamos na hora do almoço, e (por sorte) encontramos um shopping aberto (Palmas Shopping). Este é um shopping relativamente pequeno, comparado com os shoppings do Rio de Janeiro, mas quebrou um galho pois era o único lugar da cidade aberto. Como de costume, meu carro não passou na entrada por causa da altura, então tive de deixá-lo estacionado em um estacionamento do outro lado da rua. Após matar a fome em um restaurante a quilo, metemos o pé na estrada novamente. Existem dois caminhos para seguir para o norte, rumo a Araguaína: O primeiro (e mais movimentado) é seguir para Miracema do Tocantins e depois para Miranorte e o segundo é seguir para Paraíso do Tocantins e depois para Miranorte direto pela BR-153 (Belém-Brasília).
Como o primeiro caminho nos obrigava pegar uma (ou duas, não sei ao certo) balsa para atravessar o Rio Tocantins, seguimos para Paraíso do Tocantins através da Ponte FHC. Chegando na BR-153, seguimos norte, rumo a Araguaína.

Como a BR-153 é uma grande via de escoamento de produção, ela é reserva uma grande quantidade de riscos. São muitos caminhões, que vem de todos os lados. Alguns com 30m de comprimento, outros com larguras que tomam as duas pistas, forçando os carros e caminhões que vem em sentido contrário ou que estão ultrapassando, a fazerem isto pelo acostamento. Rodamos 529km neste dia por culpa das chuvas, acidentes e buracos, parando para dormir em Guaraí. esta cidade possui uma boa infra-estrutura hoteleira e proporciona uma gama de diversos hotéis para escolha. Rodamos alguns poucos e acabamos ficando no Hotel Soledade (S 08° 50.173' | W 48° 30.727'). Este foi o primeiro hotel que não choramos no preço. Os quartos custavam R$60,00 com ar condicionado e R$40,00 com ventilador. Ficamos impressionados pelo fato da água do quarto ser aquecida com energia solar e ter frigobar, TV e ainda possuir um descanso para a chave, que após 30 segundos depois de tirada, a luz do quarto se apaga automaticamente, gerando uma economia consideravel de luz. No dia seguinte, tomamos um café da manhã que tinha sucos, pão de queijo entre diversas outras coisas e seguimos para Araguaína.
Araguaína é a segunda maior cidade do estado do Tocantins, e paramos por lá para fazer a primeira troca de óleo do carro, seguindo logo em seguida para Filadélfia, onde fica a fronteira com o Maranhão. Em Filadélfia, deve-se pegar uma balsa para atravessar o Rio Tocantins, o qual o preço é de R$10,00 para carros de passeio e utilitários. Do outro lado do Rio Tocantins, já é a cidade de Carolina, onde ficariamos os próximos dias. Segui então para a casa do meu amigo (Flávio), que me abrigaria durante minha estadia na cidade. Deixei minhas coisas por lá e fui encontrar com outro amigo (Junior), que é mecânico de motos e que me ajudou indicando um mecânico para resolver os problemas na Band. Neste dia já marquei com ele, para irmos para as cachoeiras de São Romão e Prata no domingo, afinal eu não conhecia a trilha e com certeza me perderia.
No dia seguinte, fomos para as cachoeiras da Pedra Caída e arredores. Chegando lá, tomamos a primeira facada da viagem. A entrada no complexo custa R$5,00/pessoa e dá acesso apenas ao restaurante e às piscinas. Para descer no Santuário da Pedra caída, paga-se R$15,00/pessoa e seguir para as cachoeiras do Capelão e da Caverna são mais R$30,00/pessoa.
Tentamos negociar com o guia este preço, pois gastar R$90,00 na lata, para conhecer 3 cachoeiras é complicado. Para chegar na Cachoeira do Capelão e da Caverna, deve-se seguir 6km de areia, onde carro de passeio não chega. Os visitantes deixam seus veículos no estacionamento de lá e seguem em um "ônibus" 4x4. Este veículo não passa de um "ônibus montado com mecânica de Toyota Bandeirante (motor OM314, câmbio de 4 marchas). Como eu estava com uma Toyota Bandeirante, tentei negociar o preço dizendo que eu iria no meu carro. Nesta hora apareceu um grupo de 4 maranhenses da cidade de Imperatriz, também tentando negociar. O que fiz foi juntar-me a eles e fechar um pacote para irmos os 6 no meu carro, pagando R$35,00/pessoa para visitar as 3 cachoeiras. Depois de muita conversa e muita choradeira, o guia aceitou a oferta e lá fomos nós.
Primeiro descemos para o Santuário da Pedra Caída. A trilha não é realmente uma trilha, pois foram colcadas tábuas de madeira por todo o percurso, assim como rampas de acesso, para chegar até a água, com direito a escada. Isto facilita bastante o acesso, mas tira completamente o clima do local. No meio do caminho, o guia leva os turistas até o ponto onde é possível fazer tiroleza. Se não me engano, o valor é de R$40,00/pessoa. Como ninguém do nosso grupo quis se aventurar, seguimos então para o santuário. Após descer vários lances de rampas, chega-se a um grande canyon, onde água escorre pelas paredes criando uma pequena chuva fina. A partir deste ponto, os turistas devem seguir andando pela água, com alguns lances onde existem pontes de madeira, por causa da dificuldade. São cerca de 500m deste ponto, até o santuário, alternando entre passagens de madeira e caminhadas dentro da água. O final do caminho é o ponto mais complicado, pois a água chega a cerca de 1,5m de profundidade e dependendo da correnteza, a corda que foi colocada para dar aopio, vira uma coisa excencial.
Depois desta caminhada, chega-se a uma grande caverna, onde a água cai diretamente do teto, formando um enorme poço em que é permitido o banho. O lugar impressiona com sua beleza, pois a luz que entra do teto faz com que o lugar tenha uma áura toda especial. A água é bem cristalina e tem uma temperatura agradável para o banho. Durante a época das chuvas, o fluxo de água aumenta bastante e fica difícil de tirar fotos dentro do santuário, por conta da névoa de água que sobe dentro do santuário. Na época das chuvas a cor da água muda um pouco, fazendo com que ela não seja tão cristalina. O grupo permanece por cerca de 30 minutos no santuário para que os turistas possam banhar-se, tirar fotos e se divertir. A volta não é tão fácil, pois deve-se subir todas as rampas que foram descidas, o que faz com que pessoas com menos preparo e idosos tenham um pouco de dificuldade. Em meu grupo havia uma mulher grávida que teve bastante dificuldade.
Chegando ao ponto de partida novamente, paramos para almoçar (o lugar possui um restaurante a kilo) para então seguir rumo as outras cachoeiras. O grupo de maranhenses que estava conosco foi para o restaurante, porém como tinhamos comida conosco no carro, evitamos de comer por lá, pois o preço era relativamente salgado.
Quando estavam todos de barrigas cheias, subimos na minha Toyota Bandeirante e seguimos rumo a Cachoeira do Capelão. Logo no começo do caminho, é preciso que cruzemos um córrego com o carro, o que dá uma emoção extra para os turistas. O caminho em geral é tranquilo, com areia relativamente batida. Qualquer veículo 4x4 não teria dificuldade alguma de passar. Dependendo da experiência do condutor, mesmo um carro de passeio talvez fosse capaz de passar pelo percurso. Seguimos até o começo da trilha, onde os carros ficam estacionados e continua-se o percurso a pé. Esta trilha não possui tábuas de madeira, como a do santuário da pedra caída, porém é bem mais fácil e mais curta. Após poucos minutos andando pela água, chega-se a um pequeno canyon em forma de semi-círculo, onde a água cai em uma parede formando um poço de água verde. O poço tem cerca de 2m de profundidade e é possível mergulhar das pedras diretamente na água. Acredito que o guia tenha sido a pessoa que mais se divertiu no lugar, pois a todo momento se pendurava nas pedras e mergulhava na água. Quando estivemos por lá, havia um galho relativamente baixo, que podia ser usado como balanço.
Chegamos na hora do almoço, e (por sorte) encontramos um shopping aberto (Palmas Shopping). Este é um shopping relativamente pequeno, comparado com os shoppings do Rio de Janeiro, mas quebrou um galho pois era o único lugar da cidade aberto. Como de costume, meu carro não passou na entrada por causa da altura, então tive de deixá-lo estacionado em um estacionamento do outro lado da rua. Após matar a fome em um restaurante a quilo, metemos o pé na estrada novamente. Existem dois caminhos para seguir para o norte, rumo a Araguaína: O primeiro (e mais movimentado) é seguir para Miracema do Tocantins e depois para Miranorte e o segundo é seguir para Paraíso do Tocantins e depois para Miranorte direto pela BR-153 (Belém-Brasília).
Como o primeiro caminho nos obrigava pegar uma (ou duas, não sei ao certo) balsa para atravessar o Rio Tocantins, seguimos para Paraíso do Tocantins através da Ponte FHC. Chegando na BR-153, seguimos norte, rumo a Araguaína.
Como a BR-153 é uma grande via de escoamento de produção, ela é reserva uma grande quantidade de riscos. São muitos caminhões, que vem de todos os lados. Alguns com 30m de comprimento, outros com larguras que tomam as duas pistas, forçando os carros e caminhões que vem em sentido contrário ou que estão ultrapassando, a fazerem isto pelo acostamento. Rodamos 529km neste dia por culpa das chuvas, acidentes e buracos, parando para dormir em Guaraí. esta cidade possui uma boa infra-estrutura hoteleira e proporciona uma gama de diversos hotéis para escolha. Rodamos alguns poucos e acabamos ficando no Hotel Soledade (S 08° 50.173' | W 48° 30.727'). Este foi o primeiro hotel que não choramos no preço. Os quartos custavam R$60,00 com ar condicionado e R$40,00 com ventilador. Ficamos impressionados pelo fato da água do quarto ser aquecida com energia solar e ter frigobar, TV e ainda possuir um descanso para a chave, que após 30 segundos depois de tirada, a luz do quarto se apaga automaticamente, gerando uma economia consideravel de luz. No dia seguinte, tomamos um café da manhã que tinha sucos, pão de queijo entre diversas outras coisas e seguimos para Araguaína.
Araguaína é a segunda maior cidade do estado do Tocantins, e paramos por lá para fazer a primeira troca de óleo do carro, seguindo logo em seguida para Filadélfia, onde fica a fronteira com o Maranhão. Em Filadélfia, deve-se pegar uma balsa para atravessar o Rio Tocantins, o qual o preço é de R$10,00 para carros de passeio e utilitários. Do outro lado do Rio Tocantins, já é a cidade de Carolina, onde ficariamos os próximos dias. Segui então para a casa do meu amigo (Flávio), que me abrigaria durante minha estadia na cidade. Deixei minhas coisas por lá e fui encontrar com outro amigo (Junior), que é mecânico de motos e que me ajudou indicando um mecânico para resolver os problemas na Band. Neste dia já marquei com ele, para irmos para as cachoeiras de São Romão e Prata no domingo, afinal eu não conhecia a trilha e com certeza me perderia.No dia seguinte, fomos para as cachoeiras da Pedra Caída e arredores. Chegando lá, tomamos a primeira facada da viagem. A entrada no complexo custa R$5,00/pessoa e dá acesso apenas ao restaurante e às piscinas. Para descer no Santuário da Pedra caída, paga-se R$15,00/pessoa e seguir para as cachoeiras do Capelão e da Caverna são mais R$30,00/pessoa.
Tentamos negociar com o guia este preço, pois gastar R$90,00 na lata, para conhecer 3 cachoeiras é complicado. Para chegar na Cachoeira do Capelão e da Caverna, deve-se seguir 6km de areia, onde carro de passeio não chega. Os visitantes deixam seus veículos no estacionamento de lá e seguem em um "ônibus" 4x4. Este veículo não passa de um "ônibus montado com mecânica de Toyota Bandeirante (motor OM314, câmbio de 4 marchas). Como eu estava com uma Toyota Bandeirante, tentei negociar o preço dizendo que eu iria no meu carro. Nesta hora apareceu um grupo de 4 maranhenses da cidade de Imperatriz, também tentando negociar. O que fiz foi juntar-me a eles e fechar um pacote para irmos os 6 no meu carro, pagando R$35,00/pessoa para visitar as 3 cachoeiras. Depois de muita conversa e muita choradeira, o guia aceitou a oferta e lá fomos nós.
Primeiro descemos para o Santuário da Pedra Caída. A trilha não é realmente uma trilha, pois foram colcadas tábuas de madeira por todo o percurso, assim como rampas de acesso, para chegar até a água, com direito a escada. Isto facilita bastante o acesso, mas tira completamente o clima do local. No meio do caminho, o guia leva os turistas até o ponto onde é possível fazer tiroleza. Se não me engano, o valor é de R$40,00/pessoa. Como ninguém do nosso grupo quis se aventurar, seguimos então para o santuário. Após descer vários lances de rampas, chega-se a um grande canyon, onde água escorre pelas paredes criando uma pequena chuva fina. A partir deste ponto, os turistas devem seguir andando pela água, com alguns lances onde existem pontes de madeira, por causa da dificuldade. São cerca de 500m deste ponto, até o santuário, alternando entre passagens de madeira e caminhadas dentro da água. O final do caminho é o ponto mais complicado, pois a água chega a cerca de 1,5m de profundidade e dependendo da correnteza, a corda que foi colocada para dar aopio, vira uma coisa excencial.
Depois desta caminhada, chega-se a uma grande caverna, onde a água cai diretamente do teto, formando um enorme poço em que é permitido o banho. O lugar impressiona com sua beleza, pois a luz que entra do teto faz com que o lugar tenha uma áura toda especial. A água é bem cristalina e tem uma temperatura agradável para o banho. Durante a época das chuvas, o fluxo de água aumenta bastante e fica difícil de tirar fotos dentro do santuário, por conta da névoa de água que sobe dentro do santuário. Na época das chuvas a cor da água muda um pouco, fazendo com que ela não seja tão cristalina. O grupo permanece por cerca de 30 minutos no santuário para que os turistas possam banhar-se, tirar fotos e se divertir. A volta não é tão fácil, pois deve-se subir todas as rampas que foram descidas, o que faz com que pessoas com menos preparo e idosos tenham um pouco de dificuldade. Em meu grupo havia uma mulher grávida que teve bastante dificuldade.Chegando ao ponto de partida novamente, paramos para almoçar (o lugar possui um restaurante a kilo) para então seguir rumo as outras cachoeiras. O grupo de maranhenses que estava conosco foi para o restaurante, porém como tinhamos comida conosco no carro, evitamos de comer por lá, pois o preço era relativamente salgado.
Quando estavam todos de barrigas cheias, subimos na minha Toyota Bandeirante e seguimos rumo a Cachoeira do Capelão. Logo no começo do caminho, é preciso que cruzemos um córrego com o carro, o que dá uma emoção extra para os turistas. O caminho em geral é tranquilo, com areia relativamente batida. Qualquer veículo 4x4 não teria dificuldade alguma de passar. Dependendo da experiência do condutor, mesmo um carro de passeio talvez fosse capaz de passar pelo percurso. Seguimos até o começo da trilha, onde os carros ficam estacionados e continua-se o percurso a pé. Esta trilha não possui tábuas de madeira, como a do santuário da pedra caída, porém é bem mais fácil e mais curta. Após poucos minutos andando pela água, chega-se a um pequeno canyon em forma de semi-círculo, onde a água cai em uma parede formando um poço de água verde. O poço tem cerca de 2m de profundidade e é possível mergulhar das pedras diretamente na água. Acredito que o guia tenha sido a pessoa que mais se divertiu no lugar, pois a todo momento se pendurava nas pedras e mergulhava na água. Quando estivemos por lá, havia um galho relativamente baixo, que podia ser usado como balanço.
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